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25 de fev de 2013

Poeta arrependido _ por Lucas Gonzaga



por Lucas Gonzaga


Santa poesia
Peço-lhe perdão,
Jogue-me, te imploro, na linha do trem
Ou de um avião sem paraquedas
Se preciso for;
Tratei-lhe de forma vil
E o que faço tão somente
É curvar minha cabeça,
Colocar as mãos sobre o rosto
E esperar que essas mãos que me consolam
Escondam minha face de vergonha.

Amiga poesia
Confesso que quando com preguiça
Ou sem tempo, agi de modo
Vulgarmente apressado.
Deixei de lado os contos não terminados,
Séries e romances que escrevia e,
Como sempre inacabados,
Pois cuidando deles, não querendo
Escrevê-los de qualquer jeito,
Para não perder a viagem
Usei você! Eu te usei!
Escrever-te tu, Poesia,
Costuma ser muito mais rápido,
Menos pensado e complexo que
Uma drama, te fiz de qualquer jeito,
Sem atenção, sem a postura adequada diante da realeza,
Simplesmente deitado na cama.

Perdoe-me,
Deve ser por isso
Que por um bom tempo
Estiveste sem vir a mim.
Estavas magoada, certo?
Quanto sofro por isso!
Prometo tratar-te
Como única, única!

Fico feliz em ver-te,
Não por coincidência,
Não entendo como
Ordem natural das coisas
Tu voltastes justamente
Quando tive consciência
De que lhe usei.

Tu deves ser criada,
Não de qualquer forma tratada,
Modelada com carícias da linguagem,
De modo sensível.
Agradeço-te por ter voltado!
A ti declaro grande
Apreço e amor, grande amiga
Poesia!

1 Comentários:

Thaís Villalba disse...

Sem palavras, lindo!!!!!!!!

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