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5 de nov de 2012

Outono sublime _ por Lucas Gonzaga







por Lucas Gonzaga

Cada história de cada ser humano
É fenômeno único, apesar das similaridades.
Nascem todos pequenos, frágeis, porém lutando.
E cada vida tem em si a essência da verdade.

Nossas vidas preciosas
Por vezes alegres
Já outras monótonas
Costumam ser compostas
Por momentos significantes,
Muitos destes, os quais,
Nunca haveremos de lembrarmos.
Entretanto digo que há outros momentos que,
Certamente lembraremos
Se amarmos.

Nesta enfadonha introdução
Não nenhum veredito,
O que lhes digo é o que a vida disse a mim:
Há momentos que devem ser perdidos;
Momentos de terror, de medo,
Constrangimentos e muitos,
Muitos mesmo de consternação.

No dia em que o vislumbre da consciência nos chegar
Haveremos de, certos momentos, perdê-los e enterra-los
No tumulo, tal túmulo até belo,
Acho que é o único túmulo
Onde há de se encontrar uma certa beleza,
Aliás, muita beleza.
Pode até parecer clichê, mas é isso que lhes tenho a dizer.
O tal túmulo onde devemos despejar nossos traumas,
É chamado perdão.

E cada momento não perdido
Torna-se uma perda muito grande!

Não perder certos momentos
Faz a gente viver no não viver,
Querer o não querer,
Ter sempre a vontade de ter e nunca ter,
Faz fazer o não fazer,
Faz amar o não amar
E ser sonhador do não sonhar.

Não perder alguns momentos,
De fato, tornar-se-á uma grande perda.
Pois nos tira do presente,
Fazendo do passado quase um ente, semi gente,
Que de nós zomba, nos tomba, assombra!

Enterrar momentos assustadores
Pode ser como enterrar a semente
E vê-la nascer forte e dando seus frutos.
Fazendo-nos viver um outono,
Um Outono Sublime.

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