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30 de out de 2012

A pá do coveiro.


A pá do coveiro.


Como ser insensível diante desse título, em mais um capítulo que a vida nos apresenta, a MORTE  aparece como o derradeiro, e pior que sem reprise como acontece com as novelas, a sexta feira dia do último capítulo, será sempre o último, não haverá chance de mudarmos uma parte da história, aliás nem as novelas mudam. Digo e acredito no que dizia o sábio Rei Salomão de que podemos aprender muito mais no momento de um velório do que em festas e vitórias, neste último mês a MORTE, personagem tão indesejado entre nós, pregou uma peça em mim, a algumas pessoas que conheço e a muitas que não, mas o fato é que as salas da capela onde estávamos tinham lotação esgotada, muitas famílias tentando talvez eternizar ou prolongar mais um pouco a presença dos seus entes que em matéria deixarão de existir. Muitos choros contidos ou externados de forma mais incisiva, muitos olhares distantes que mesmo diante de caixões, coroas de flores e ausência de movimentos dos seus entes, pareciam não querer acreditar em tal cena, ou melhor não gostariam de ver tal cena. Os motivos poderiam ser muitos, mas a MORTE, não se faz culpada de nenhum deles.

Pensar que esse momento é único e que um ser que se vai deixa um espaço que não será preenchido por outro, já que somos únicos, eleva o nosso grau de tristeza e pelo menos a momentânea incerteza de viver na ausência de quem amamos, quando falo do Rei Salomão acredito que com o que ele disse, era para nos alertar quanto a esses momentos, talvez a percepção de amarmos muito mais, beijarmos muito mais, abraçarmos mais ainda, não deixar para outro momento a oportunidade do perdão e reconciliação, ter a consciência do dever cumprido dentro e fora das obrigações, mas no amor, que todos recebemos e temos sempre para doar. Outro fator que precisa ser levado em consideração nesse momento é a falta de informação de quando ela a MORTE nos visitará, há quem tema e viva a própria morte em vida, há quem não aproveite o incalculável prazer de ainda respirar e poder sempre mudar a sua e a história de quem está ao seu lado, há quem não se permita receber muito mais do que merece, ou merecer muito mais para receber. Mas ela a MORTE não faz seleção de raça, credo, posição social ou econômica, implacável e direta, faz com que sonhos, alegrias, oportunidades e até a esperança acabem em curtos espaços de tempo, sendo para o corpo o fim na PÁ DO COVEIRO, e para nós que ficamos o início na tentativa de enxergarmos a necessidade e a urgência no processo de mudança, pois não seremos poupados dessa mesma sorte ou morte.

Luiz Carlos
28/10/2012.

1 Comentários:

Thaís Villalba disse...

Muito bom Luiz!!!!!!!!!!!!!

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