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23 de ago de 2012

Que sou eu : um romântico piquenique _ por Lucas Gonzaga







 por Lucas Gonzaga

Quem sou eu?
Sou aquele que há de ser,
Aquilo que já foi
E está sendo.
O vento que assobia
Passeando por entre as colinas,
Observando a lua cheia,
Envolto de alegria,
Liberdade e também do
Privilégio de estar por um momento
Com a mente vazia, vazia...
Fora de seu corriqueiro movimento.

Sou eu o presente da ausência
Que falta em tua vidam
Repleta de coisas inúteis,
As chamadas obrigações,
Que entope as veias
E excessos encardidos
Fazendo disfuncionais
Os nossos corações.

Não a mosca que pousou na sopa,
Mas posso ser a sopa que abrigou
E alimentou a mosca.
A faca do suicida que matou-se de rir,
A cerveja daquele que está embriagado pelo falta do amar.

O amor não é cego,
Ouçam isso meus amores:
Não é cego!
Cega é aquele que não ama,
O amor nos faz enxergar o que todos deviam ver.

Sou aquele que é nada,
Um detalhe do tudo,
A fronha do travesseiro.
O prego que sustenta o quadro,
A tampa do forno,
O que presta no imprestável.

Sou aquele que não é
E por nada ser
É que tudo é!

Da simbiose,
A necessidade;
Da flor,
O pólen e não as pétalas;
Do mar,
A areia do fundo, não as ondas;
Do formoso edifício,
A estrutura.
Nunca o deslumbre do tamanho
Ou a impressionante arquitetura.

Sou a toalha
Ao chão,
A cesta com pães,
O pote de geleia, as frutas.
Tudo isso, e somado ainda ao casal
Beijando-se ao gramado,
Antes do começar
De um romântico piquenique.
É isso quem sou!

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