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6 de ago de 2012

Falta de amor podia ser doença mental_ por Lucas Gonzaga






por Lucas Gonzaga

À noite tropeço
De dia levanto.
Assim é meu dormir,
Espanto?

Nos dias de hoje
Raros são os que dormem,
Todos trabalham à todo momento
Até mesmo os vagabundos.
Ninguém foge desta tal doença
Que é não conseguir
Te um pouco,
Mesmo que por um segundo,
A mente vazia.

A fumaça,
O trem,
Os carros,
Os palavrões
A impaciência,
A descoloração...
Componentes de um mesmo cenário.
Encaixados, entrelaçados no quadro,
No quadro da demência.
O mal estar da civilização.

Picha parede de noite,
Pinta parede de dia,
Prende o bandido hoje,
Fabrica mais deles noutro dia.

Na empresa tanta cobrança
Dizem a palavra a todo tempo,
Uma tal de produtividade.

No hospital desespero da gente,
Uma calma enorme
Dos que de branco estão.
Porque nunca atendem
É que inventaram
O já conhecido nome: paciente.

Que tanto desespero é esse
Por essa tal de produtividade?
Por qual motivo tanta calma
Com os doentes sofredores da cidade?

Faz sentido um familiar
Ao descobrir seu parente com câncer estar
A ele, indefeso, carente, abandonar?
Indigno-me ao ver os loucos,
Doentes como quaisquer outros,
Abandonados num canto
Com pessoas de branco,
Tristes.

Qualquer doente é um débil,
Palavra relacionada a debilidade.
Tem gente que débil do rim,
Tem gente que é débil mental.
E gente que é débil de coração
E também de uma boa mentalidade.

Doença mental, doença mental.
Falta de amor podia ser isso,
Doença mental
Pois quando se faça em doença
Logo em cura é que se pensa.
Como incutir amor em alguém
Que não precisa de cura,
Não ama por ser
Tão somente um cabeça dura?

Se falta de amor
Declarado fosse doença mental?
Amar seria cura de tudo,
A cura do desamor,
A cura do mal.
Que tal?

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