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8 de mai de 2012

Onde ela deve morar_ por Lucas Gonzaga






por Lucas Gonzaga

Sabe aquele céu dourado,
E aquela nuvem frente ao sol,
O fim da tarde, vento, mar a frente, romance, namorados;
Uma grande orquestra visual,
Alegria sem fim das crianças.
O casal de velhinhos no banco de madeira
E na viagem das lembranças.
Fico a pensar...
Só pode ser lá, naquela nuvem ao sol
Onde ela deve morar.

Vejam lá, como está agora aquela nuvem,
Densa, escura, tempestades provocando.
Minha casa de madeira ficou sem telhas,
Viu-se apenas pelo caminho as pétalas das flores vermelhas.
Vendaval!

Vendaval que caminho de flores faz
Prenuncia ao invés de fim, plena consolidação.
É ela, minha deusa que da nuvem desce,
Veio avisar-me que amor tão grande assim
Raramente esmorece.
Vive!

Termina enfim
O seu andar elegante, sedutor.
Desceu como estrela cintilante
Pela escada de diamantes
Que vinha da nuvem, onde ela morava.
Passou suas delicadas mãos sobre meu rosto,
Beijou-me!

Momento áureo, divino, sublime.
De fundo bem baixinho a nossa música a tocar
E os sinos anunciavam, da deusa, inebriante chegada,
Também o fim de uma fase.
Fulgente altar do amor à nuvem da eternidade!

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