Pesquisar este blog

30 de abr de 2012

Janela da incónita_ por Lucas Gonzgaga







por Lucas Gonzaga

Queria consolar-te do ferir-te a mim. E no teu seio encontrar a mais alta pureza do teu ser que emana em sinergia, troca, simbiose. Mais que simbiose, ciclo que se fecha em si mesmo e nos torna esfera invisível, insólita, inquebrável, portanto. Embrenhar-me na rua sem saída do teu ser, prender-me no calabouço dos teus sentimentos, acorrentar-me aos teus pés. E que vá, vá me arrastando por onde fores.

Consolar-te do ferir-te a mim. Desdenhar, farei, da nulidade das tuas grandes proezas que estarrecido joga-me no chão, no concreto chão. Agarrar-me-ei aos teus cabelos quando começar a funcionar os prelos todos teus que imprimem as cartas de minha solidão. E ao bater a porta, pular janela da incógnita do comportamento teu em busca do teu “eu” que escondes de si mesma. E quando achares a ti mesma, perguntar-se-á: sou mesmo assim?

Consolar-te do ferir-te a mim, em meus braços, os teus traços, olho... É na liberdade que, percebendo o que fazer queres, sórdido caminho teu, no intento de querer, eu, te salvar de ti, agarro-te pondo-a nas correntes do perdão.


0 Comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Seguidores


Mais Jogos no Jogos Online Grátis - Jogos de Meninos