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13 de abr de 2012

A arte e o cotidiano_ por Lucas Gonzaga







por Lucas Gonzaga

Quando escrevo contos assim- referente a notícia abaixo- dizem que sou eu que sou o louco e exagerado. A realidade, meus caros, é que é louca e exagerada e não eu. Isso me levou a lembrar de uma vez que alguém me perguntou de onde tiro tanta criatividade para escrever o Romance "Engenho da morte", os contos, as minisséries, etc. Nossa, não são criadas, não uso de criatividade, copio o que vejo todos os dias, sou plágio da vida, a realidade está aí, na nossa frente. O que posso fazer no máximo é apromirar-me nas técnicas de escrita.

Sou suburbano, ando de ombro colado com as pessoas nas ruas, sinto cheiro de suor misturado com desodorante barato dos trabalhadores no trem, gritos de “Olha a bala, um real” em qualquer lugar que eu vá, isto é, digo o óbvio: que estou como qualquer um inserido neste mundo, está tudo muito diante dos meus olhos, qualquer notícia é inspiração para escrever, e, tudo que vejo/sinto/ouço poderá aparecer em um papel. Não como de fato foi necessariamente, pois posso misturar muitas realidades e assim, nascer talvez, uma boa ficção. A arte não é pra mim uma maneira de fugir da realidade, não discrimino quem a usa para isso, a arte é minha maneira de engolir a realidade sem arranhar demasiadamente a garganta.


Vejam essa notícia, alguns de vocês já devem ter visto em algum jornal da TV:

“... usavam a carne humana para produzir salgados, como empadas. Os alimentos seriam vendidos para a população e também serviam como refeição para o próprio trio e para a criança de cinco anos que morava com eles.

Segundo informações da polícia, os suspeitos ainda confessaram que, após os assassinatos, guardavam parte dos corpos da vítima na geladeira. Os agentes, ao irem à casa do trio, não encontraram restos mortais no refrigerador. De acordo com o comissário da Delegacia de Garanhuns, Demócrito Oliveira, eles estavam numa fase de “entressafra”, já que planejavam assassinar outra mulher, na cidade de Lagoa do Carro, no Agreste pernambucano.

A polícia acredita que as partes que seriam usadas para a produção das empadas seriam as nádegas e as coxas das vítimas. Segundo Demócrito Oliveira, a população de Garanhuns confirma que uma das suspeitas vendia alimentos na cidade. Ninguém, entretanto, procurou a delegacia para falar se já havia consumido os salgados.

Os suspeitos de cometer a bárbarie formam um triângulo amoroso composto por um homem e uma mulher de 52 anos, que seriam casados, e uma jovem de 23. Eles foram presos na última quarta-feira (11), quando policias encontraram restos mortais de duas mulheres enterrados no quintal da residência deles... ”

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