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14 de fev de 2012

Encurralando o Governo(pra chegar no ponto crucial)

São eleitos, principalmente para os cargos do poder Executivo, aqueles que estão a serviço dos grandes interesses econômicos. Se não podemos considerar isso uma regra, diria que há uma meia dúzia de exceções. Ganham não só porque têm mais dinheiro pra fazer propaganda, mas também porque estão alinhados com o capital que vai circular naquela região(município, estado ou país) - o que acaba inevitavelmente interferindo sobre o dinheiro que tal candidato vai receber pra campanha eleitoral.

Mas calma! Não quero dizer com isso que um candidato assim é essencialmente mau. Quero dizer apenas que seria muito difícil alguém ser eleito e ter peito pra enfrentar os grandes interesses econômicos que incidem sobre a sua região eleitoral. Seria necessária uma mudança social de proporções revolucionárias, de tal modo a criar um estado-nação forte, com alguns países aliados economicamente(porque ninguém sobrevive sozinho) e ser uma espécie de modelo em cidadania e desenvolvimento baseado nas necessidades do povo, e não nos interesses do grande capital.

Pessoas que já estiveram do mesmo lado na luta por um Brasil melhor divergiram consideravelmente em suas propostas de como realizar mudanças significativas por aqui. Já falaram sobre revolução radical com rupturas radicais; outros pregaram alianças até mesmo com a elite econômica pra num futuro, quem sabe, conseguirmos chegar a algum lugar melhor que o Brasil de hoje.

De minha parte, gostaria que esquecêssemos, só por um momento, de idealismos e utopias. Sei que eles se mantêm, em maior ou menor grau, acesos em nossos corações. Pediria, sinceramente, que os partidários de socialismos, comunismos, social-desenvolvimentos e capitalismos dessem uma trégua em suas reivindicações finais.

Vamos começar aqui e agora?

Que tal pedirmos, primeiramente, respeito à Constituição e às leis? Ok, isso é muito geral e abstrato... Então, colocando esse pedido em prática, podemos começar pedindo transparência aos órgãos públicos. O que estão fazendo com o nosso dinheiro? Mas onde podemos obter essas informações? Como a sociedade(que acorda 4h da manhã e vai dormir 11h da noite pra ganhar um salário mínimo de fome) se organiza e reivindica essas coisas? Nós, que sempre fomos acostumados a jogar tudo que é público nas mãos dos governantes e que aprendemos que ser cidadão é sinônimo de apenas votar, podemos reverter esse quadro de quase absoluta apatia política na esmagadora maioria da população brasileira?

Existem os partidos políticos, mas os que tentam se organizar a partir das bases têm pouca ou nenhuma expressão; existem ainda os que não obtêm êxito nas suas "revoltas de base" e sua utilidade pra população é praticamente nula, não gerando qualquer adesão popular.

Como fazer então?

Eu encontrei o Meu Rio e vi neles uma iniciativa interessante de participação popular. Ainda incompleta, mas mesmo assim interessante. Incompleta, tanto por ser uma instituição(e possuir todos os vícios inerentes a uma) quanto por precisar de uma maior adesão da sociedade.

Acredito que, se reivindicarmos o que acontece no nosso cotidiano(transparência, ação do Estado pra investir em educação, saúde, transporte etc, melhores salários e melhores condições de vida e de trabalho para os empregados), fatalmente um dia chegaremos ao ponto crucial: a exploração inerente ao nosso modelo econômico. Nada conseguiremos indo diretamente contra o grande capital. Mas se começarmos por aqui, pelos nossos representantes políticos, chegaremos até os grandes interesses econômicos e os incomodaremos.

E, então, decidiremos se queremos ou não virar a página.

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