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2 de jan de 2012

Poder & Justiça: Antagônicos? _ Eustáquio Nogueira



Paz que me persegue,
Paz que me segue,
Leva-me tu a paz que me leva.
Paz que me banha na paz que me traz.

Não és tu nostalgia do que não se viveu,
Nem inércia, tão menos ainda a irritante acomodação.
És o coroamento da vitória, ou então a vitória do coroamento.
Pode assim ser: um estado de espírito, uma condição, até mesmo um breve momento, porém nunca estamento.

Revolta que me faz revoltoso,
Revolta que me faz enxergar,
Injustiças, maldades e fomes,
Que me passa pairando no ar.

Amor que me move a mover,
Que em mim me ajuda ajudar.
Me conduz à beleza justiça,
Donzela, donzela que pouco aparece,
Minh’alma esmorece de tanto esperar.
Ou fica o Poder ou fica Justiça,
Me disse o amor que me faz tanto amar.

Poder:_ olhe o rude Poder!
Poder quem o pode usar?
Quem usa o Poder é usado por ele,
E usado por ele esvai-se o pensar.
Esvai-se o sentir, esvai-se o amar,
Esvai-se até o dom de chorar.

É perdido até dom de ter dom,
É roubado-lhe a alma,
É-lhe embutido uma arma,
Que logo após de usar ela irá lhe matar.

Ou fica o Poder ou fica a Justiça.
Me disse quem disse
O dito ditado:
Amor que é amor
Nunca irá dominar!

Eustáquio Nogueira


2 Comentários:

thais villalba disse...

Muito bom!!!!!!!!!!

Preso por fora disse...

Eustáquio Nogueira agradece, meu amor! rsrs

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