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12 de jan de 2012

Nostalgia do que não houve, esquecer o que é fato_ por Pedro Tedesco






Eu seria desonesto se disse que ultimamente estou meio desanimado para escrever aqui nesta nota de jornal que me concederam: estou muito desanimado para escrever aqui. Não, o problema não são os retardados que, de brincadeira ou não, me ameaçaram. Não, o problema não é a descrença e falta de esperança de mudança na humanidade, sou até otimista demais. Meu desanimo também não se encontra na falta de inspiração, sempre tenho que escrever, sempre estou inspirado para fazer com a lapiseira o que não sei fazer com a boca: me comunicar! (Falei de mão e boca e já pensou maldade, não é, caro leitor? rsrs)

Coisas mais fortes que tudo isso tem me travado, tem me impulsionado a fazer a minha catarse, que no caso é me chafurdar em leiturase mais leituras, escrever contos e o Romance.

Essas coisas fortes são nada mais nada menos do que elementos já conhecidos que rebaixam o ser humano: crise na relação com quem se ama e na relação com sigo mesmo. Sim, sei que os profissionais não se abatem e não deixam afetar seus serviços por motivos assim, de sentimentos. Talvez este seja o problema, que não sou o suficientemente profissional, talvez o defeito é que eu seja humano. Talvez o problema é que eu nunca tenha vendido a minha alma, talvez o problema é que eu nunca tenha me vendido. Talvez o problema é que não consigo agradar a quem amo usando de coisas e tente prezar uma relação do ser com o ser e não do ser com um objeto, não do ser com um carro, não do ser com uma casa.



O que é fato é tão impactante que devo esquecer para não impedir de surgir o que ainda não é fato, o que ainda é utopia e pode aparecer, ser realizado, renascer das cinzas. Tenho nostalgia do que nunca vivi, saudades do que nunca presenciei e, admito até um certo medo de nunca acontecer. Arranco forças das fontes menos prováveis, das fontes excluídas, pois tenho esperança e, a força para me mover e dar alegria quem prometi alegria. Apenas quero o que tive pouco nesta vida: Um lar, filhos, uma mulher, risada de bebês!

 Fico com a frase da música do grupo Los Hermanos:

Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz


 Pedro Tedesco é um Jornalista fracassado sem família e amigos e que divide seu tempo em ler e fingir que está conversando com alguém.

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