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12 de dez de 2011

Zumbiou_ por Eustáquio Nogueira





O rio secou e os peixes nadaram,
A mata morreu e os bichos brincaram,
O ventou passou e as aves aproveitaram.
Vai ali, passa um homem dominado pelo ódio,
Tramando suas vinganças, vingando suas tramas.
De súbito fenece, mas não há diferença,
Pois quem viveu sem viver, nunca existiu:
Zumbiou

A vida passou
E ela não amou,
A ninguém ajudou.
E quem não ama
Não vive, logo
A tal vida que
Viveu sem viver
Simplesmente nunca existiu:
Zumbiou

A chuva choveu,
O laço laçou,
O gato engatou
E até a casa casou,
Mas o humano não humanizou.
E quem não humanizou não viveu,
Quem não viveu
Nunca existiu:
Zumbiou

Molhei as mãos, passei ao rosto.
Pareceu-me que o gelado d'água acariciou-me.
Minha alma ali estava,
Não em qualquer outro lugar
Nem sob as posses de um senhor.
E, ali estando alma, a paz invadiu-me.

Não ganhei o mundo inteiro,
Por isso a alma não perdi,
Vivi intenso em um segundo,
Mas ao menos eu vivi!

Eustáquio Nogueira



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