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1 de nov de 2011

A terra não precisa ser educada: o homem sim!




Enchentes, tsunamis, furacões, deslizamentos de encostas, degelos, entre outros fenômenos, para o ser humano, a cada manifestação destes fenômenos, as perdas podem ser inestimáveis, tanto materiais quanto em valores e apegos mais abstratos. Vive-se cada vez mais uma tensão apocalíptica. No entanto existem soluções viáveis para que haja uma guinada a um horizonte distante do fim.

Em um texto recente o filósofo, teólogo e ecólogo Leonardo Boff disse que a terra não precisa ser cuidada, pois ela cuida de si mesma, que possui mecanismos para auto-regenerar-se. Boff, com dados científicos informa também que a terra precisaria de um descanso de um ano e meio sem a intervenção humana para que voltasse a um ideal sadio, a sua plena forma como natureza que deveria ser, salvo é claro, espécies que já entraram em extinção. Do retorno destes animais extintos a ciência já está cuidando, é tema para outro texto.

Sendo assim, portanto seria lógico afirmar que o que precisa ser transformado, este: o ser humano e seus hábitos culturais, sua maneira de produção, sua forma de eliminar os seus lixos e inclusive, mudar a maneira que produz seus lixos, etc. O consumismo, que influencia na produção de cada vez mais bens supérfluos e que por sua vez gera mais e mais lixos, que, aliás, demoram a ser degradados na natureza, sim, deve haver se não o fim desta maldição e nova configuração sociológica que é o consumismo, ao menos uma diminuição significativa deste horrendo hábito cultural.

Referente ainda ao consumismo, vale citar que o asceta e pacifista indiano, Mahatma Gandhi, nos ensina que “Cada dia a natureza produz o suficiente para as nossas carências. Se cada um lhe tomasse o que fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.” Hoje em dia, além da fome e da pobreza, o lixo gerado por um desenfreado consumismo é enorme e acaba que resulta em efeitos na terra em que homem tem, agora, que arcar com suas conseqüências. No entanto, através de uma educação focada no bem comum, na igualdade e na fraternidade, prezando também a liberdade e uma democracia eficaz, é que transformarão os hábitos culturais prejudiciais a natureza, tão logo, a humanidade.

Assim, com um esforço humanista indomável, um potencial que temos, com respeito ao próximo, e de dedicação poderemos evitar tragédia e, além do mais, não deixa de ser uma bela oportunidade de evolução do comportamento humano. Não devemos nos alegrar com apenas uma evolução científica, devemos e podemos, sim, podemos nos tornar cada vez mais humanos, recuperar a humanidade perdida e isso, juntos! Pois, “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: todos se libertam em comunhão!”, disse o mestre Paulo Freire e, são nestas perspectivas que podemos começar a construir um mundo cada vez melhor!

Lucas Gonzaga 

Um texto que pode complementar este que você acabou de ler é esse aqui:

Prioridades do mundo (?)





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