Pesquisar este blog

18 de nov de 2011

O Maníaco Virgem de Bangu_ 33ª morte - Parte 1


Parte 1 AQUI
Parte 2 AQUI
Parte 3 AQUI






_ Não desconheço a probabilidade d que alguns, se não muitos, defenderão cegamente a liberdade plena tangencialmente a culpa, todavia, a análise das estruturas das circunstâncias não é tão simples assim, nem mesmo em pequenas situações do cotidiano. Os defensores do que chamamos de livre-arbítrio costumam ser muito simplistas, mas sou minimalista, faço questão de destrinchar pela relação causa-efeito. Para toda causa há um efeito, e é claro, para todo efeito há uma causa. Em todo acontecimento existe motivos. Sou contundente no que diz respeito a um inquérito onde tudo deve ser analisado pormenorizadamente e enfático ao sempre insistir que, qualquer fator, por mais que possa ter uma aparência supérflua, sem valor, enfim, pode mudar o rumo de uma investigação. Tenho em vista que a ausência de evidências não é motivo para se pensar em ausência de crime!

Sem mais o detetive retirou-se da coletiva de imprensa improvisada e além do mais, muito mal improvisada na delegacia de Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde com calor é possível fritar ovo no asfalto de suas ruas. O calor era descomunal. A movimentação de Jornalistas e carros de polícia, curiosos, num misto de gente fazendo uma caminhada de Bangu ao Bairro de Padre Miguel com fim de chegar ao Cemitério do Murundu era igualmente descomunal ao calor que fazia. Entre sirenes, sons de máquinas fotográficas e faixas com pedidos de paz encontrava-se o assassinato tão falado  dos últimos 3 meses, o sujeito era motivo daquilo tudo: O Assassino-Virgem!

Os murmúrios da população, as fofocas das empregadas, as histórias espetaculares dos adolescentes nos recreios dos colégios, as conversas derradeiras de bar, comentários de academias, as fuxicadas de bancas de jornal, enfim,  resultaram neste apelido: Assassino-Virgem. No começo era conhecido como o Maníaco de Bangu, com o tempo viram que os crimes não apenas ocorriam em Bangu, mas em outros tantos bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro. O apelido de "Assassino-Virgem" começou após a declaração do detetive responsável pelo, quando disse que, nos crimes havia conotações sexuais, mas não se encontrava nenhum resquício de DNA do criminoso, nenhuma impressão digital, nenhuma evidência de penetração de órgão ou parte do corpo humano, etc. Não havia vestígios de abuso sexual, ao menos da maneira tradicional que costuma-se ouvir nas televisões. O delegado havia dito em sua primeira entrevista após 3 assassinatos em um primeiro mês, que havia algumas características que se repetiram.

Observa-se que nos três casos sempre:

1-      São mulheres;

2-      Há uma faca ou lâmina penetrada na genitália;

3-      Todas as unhas das mãos são retiradas;

4-      Os bicos dos seios, isto é, tanto as aréolas mamárias quanto as papilas mamárias, são retiradas e colocadas por sobre os olhos.

No entanto o criminoso muito procurado estava no meio de toda aquela movimentação. Seguia o Funeral-Protesto, algo que começou a ocorrer nos últimos 3 meses. Nestes 3 meses, esta havia sido a 33ª morte. O rapaz branco, 32 anos, de pele macia, fina e delicada, nem magro nem gordo, com andar nem feminino nem masculino, movimento corporal levemente desengonçado, cabelos castanho-claro e olhos verdes, parecendo nunca ter feito a barba- no sentido de que seu rosto era muito liso; chegou junto com o Funeral no cemitério, não emitia expressão de malícia ou maldade, tinha um semblante semelhante a estátua de santo católico, sereno, dócil. Chegou a chorar no enterro!


  _Eu nunca mais verei, minha filha, nunca mais, nunca mais!- gritou uma das mães em um desespero que fazia por angustiar e até arrancar lágrimas de muitos que ali estavam A mãe, em prantos, estava sendo amparada pelo tio da vítima, seu cunhado, que a distanciava do caixão.

Antes do enterro consumar-se, na capela, flores eram colocadas nos 3 caixões das meninas assassinadas. Nunca mais de uma mulher ou menina tinha sido assassinada no mesmo dia, mas é que as 3 eram amigas e estavam no mesmo lugar, parece que o assassino aproveitou o ensejo. O assassino também colocou flores. Dirigiu-se metodicamente e lentamente aos 3 caixões. Fazia carinho na face de cada defunta e colocava sobre as meninas cinco rosas para cada. Em cada rosa, por dentro, colado com fita colante, havia duas unhas das vítimas, somando o total de unhas das falecidas sendo devolvidas as devidas donas.

As três mães abraçaram-se! Jornalistas, fotógrafos e o detetive acompanhavam por este 3 meses enterro por enterro.

 _ É, mais meninas mortas minha véia!_ Disse um velhinho sentado na cadeira de praia com um radinho de pilha na mão.

_ É meu, velho, é meu velho... Que mundo é esse? Em 73 anos morando aqui nunca vimos algo semelhante!- Respondeu a companheira do velhinho.  

Conversavam em mais um final de tarde velhos moradores de Bangu.

As famílias estavam cada vez mais rigorosas em proibir as filhas de sair de casa, os maridos brigavam com suas mulheres exigindo que evitassem sair. Nestes meses, de 33 mortes a maioria ocorrera em Bangu, 22 das mortes ocorreram em Bangu.

Lucas Gonzaga


0 Comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Seguidores


Mais Jogos no Jogos Online Grátis - Jogos de Meninos