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26 de nov de 2011

Lei Maria da Penha não nos engana, gritam as mulheres!

     

       No texto anterior, onde pedi socorro para um caso específico, fui respondido de diversas formas e além do mais, muito positivas e por um turbilhão de pessoas solidárias, tanto homens quanto mulheres. Destacando as mulheres, algumas criticaram a Lei Maria da Penha em suas disposições atuais, outras pessoas deram seus depoimentos de como foi que resolveram suas situações e como foram suas caminhadas após a decisão que tomaram. Apenas colocarei comentários de mulheres.

Após a leitura se sentir-se encorajada para relatar sua experiência, sobre o que aconteceu, sobre como conseguiu se livrar, qual seu drama, etc., envie-me por e-mail ou comentário. Seu depoimento é importante, não é preciso dizer seu nome. Se precisa de ajuda nos diga seu caso.

Abaixo dos depoimentos, haverá dois textos. Um que foi o que motivou mulheres a me enviarem relatos de suas experiências, o outro é o texto de pedido de socorro que gerou esta campanha. No fim o que desejam as mulheres que perceberam a fragilidade da lei não é a abolição da mesma, mas sim rigidez na pena e também propostas eficazes para a prevenção da vida das mulheres, para que assim, tanto os assassinatos quanto o retorno da violência por parte dos maridos que foram punidos, possam cessar de vez!

Leila Jinkings disse:


Acho que o importante é buscar as mulheres e os homens parlamentares que se interessam pelo assunto e pressionar para que a situação mude. Eu tenho aqui uma pessoa, que trabalha para mim e que eu não sei o que fazer para ajudar.
O marido a ameaça, diz que vai matá-la.

A polícia anota e às vezes ate prende, mas depois eles saem.
E também a opção da mulher tirar a queixa é um crime, porque deixa ela mais pressionada ainda.
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Iria Barradas disse:

A sensação de terror é muito maior que a coragem na maioria das vezes. Esta pessoa precisa que a "adotem" precisa aprender a confiar em alguém de novo, nós sempre queremos que a pessoa que está numa situação destas se levante e se assuma, esquecemos que está assim por não estar com força para cuidar de si mesma e não ter onde se esconder, em geral sua vida está em risco. Pena que eu não possa adotá-la, mas torço para que se liberte. Abraços!

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Graça Ribeiro disse:


Lucas Gonzaga, por aqui usamos as comissões da OAB para tudo. No caso que você relata, aqui na cidade tem uma casa que abriga mulheres e seus filhos, quando vítimas de violência doméstica, mas isso não tem impedido de mulheres sejam assassinadas pelos maridos agressores, que depois fogem do flagrante e respondem o processo em liberdade. Alguns transformam a vítima em ré e ainda atacam a reputação dela.

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Anônima disse:

Passei por isso.

Literalmente "fugi" de casa, deixei pra trás uma bela casa, empresa, carros (até motorista) dei um jeito de chegar na cidade onde moravam meus parentes...

Fui trabalhar de servir cafezinho (coisa que minha empregada fazia pra mim).

Fiz vestibular, voltei a estudar, morei em lugares que dividia ou com a chuva ou com os ratos.

Saía de madrugada com duas crianças pela mão (à pé), e sempre arrumava algo pra complementar a renda - cuidava dos filhos dos outros nos final de semana, digitava trabalho, cuidava de gente enferma.

Hoje sou advogada e só posso dizer que a primeira coisa que ela precisa é ter vontade de sair desta situação e não ter medo ou preguiça.

O mudo não é fácil, mas a gente precisa mostrar que somos maiores que as adversidades que a vida nos apresenta...

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Carla


Lucas, fui casada por 9 anos e tenho 4 filhos. Sei bem o que é ter um monstro em casa. Mas me livrei da situação de forma até fácil, pois o sujeito (graças a deus!) se apaixonou por outra mulher e foi embora. Hoje encontrei uma belíssima pessoa com quem convivo em muita paz e muito amor. Isso sim deveria acontecer com todas as mulheres guerreiras, que merecem ser felizes e muitas vezes nem sabem que podem. Mesmo enquanto fiquei só, fui mais feliz do que mal acompanhada! Voltei à faculdade, terminei o curso de jornalismo, enfim, passei um batom e fui à luta.
A preencher...
Lucas Gonzaga 

Para denunciar, ligue 180!
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2 Comentários:

Suelen Jacques disse...

Texto lindo e depoimentos lindos também. Essas mulheres são verdadeiras heroinas, pq é muito difícil deixar tudo e lutar por uma vida nova sozinha. É muito triste que ainda há homens que acreditem que a violência e o medo vai manter o relacionamento. E precisamos sim, de lei mais duras contra esses homens, na verdade para esses crapulas! como foi dito pelo professor Marcos Vinicius Torres no depate LGBTfobia de quarta-feira: as pessoas só irão pensar duas vezes antes de fazer algo se as consequências de determindos atos forem duras.

Preso por fora disse...

É Suelen. Depois do 1º texto, as pessoas me pegaram de surpresa ao me contarem casos verídicos e pedindo ajuda! O último caso que recebi, que foi o que expus aqui, avítima é de uma cidade do interior, que segundo o Luiz do Gripo Ato Anti-Homofobia do Facebook é "Um lugar que o machismo impera, um lugar onde "mulherzinha" é só o cara que dá o cu, o que come é macho... Vai vendo."

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