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13 de nov de 2011

Caso USP _ Reacionários ganharam desta vez?



         Concordo com o Plínio. No final quando ele fala de "Diálogo e sem violência" eu vibro mais ainda. Paulo Freire em sua reflexão no livro "Pedagogia do oprimido" ao argumentar sobre as consequencias do opressor no oprimido, e de quando o oprimido ganha o mínimo de consciência sobre sua situação, termina explicando que, ainda não liberto, o oprimido reage como o opressor age, isto é, com coação, com violência. Aliás, foi tão somente isto que o oprimido viu em toda a sua vida!

       Semelhantemente me parece que foi o que aconteceu com alguns dos alunos da USP, agiram como a polícia que tanto reclamam, ou seja, agiram com agressividade! A fé ideológica de que comungo e carrego se opõe a violência. Todo aquele que porta-se como violento, pode intitular-se do que for, de direita, de esquerda, de profissional que está aí para garantir a segurança da população, pode dizer que é cristão, o que seja, particularmente independente do título que carrega, todos os que praticam a violência são inimigos. E mais específico aos hermanos anarquistas, tenho a dizer que é uma contradição enorme dizer que é contra a repressão e ao mesmo reagir como repressor.


       Os jovens do nosso país, e estou incluído, mostram muita força, todavia precisamos de foco e direcionamento. Dá-me a impressão e o velha guarda Plínio de Arruda Sampaio também o diz no vídeo abaixo, de que a Juventude está meio perdida. Precisamos saber exatamente o que queremos, precisamos, como aprendi com a Teologia da Libertação, Ver, Julgar e Agir, no entanto parece-me que o ocorre é que estamos vendo agindo e depois julgando e pior, na hora de julgar a situação holisticamente, algo que não ocorre de fato, excluímos nossas ações do julgamento.  Tanto que Plínio ao fazer uma primeira crítica aos estudantes da USP é vaiado. E isto me deixa entorpecido de perplexidade, pois a maioria dos que ali estavam são estudantes da área de Humanas! Creio que deveriam estar mais que acostumados de, ao alguém fazer uma afirmação, esperarem automaticamente por uma argumentação, contudo o que se mostra no vídeo são as vaias de cara. Se vão a faculdade e não aprenderam o que deveriam aprender no 1º período, deve ser por que não assistiram aula e estavam fazendo outras coisas. Aí, meus caros, no que diz respeito ao estudo, ficar fumando maconha neste caso faz mal, e não só a maconha, porém qualquer outra coisas que tome o tempo das aulas, mesmo bíblias e cultos religiosos, discussões super "importantes", festinhas e qualquer outra coisa que ocupe o tempo de aula.

        Enfim, o que posso dizer disso tudo? Que não se faz isso quando um político é flagrado em corrupção, que não se faz tudo isso quando alguém está passando fome, que não se faz todo este estardalhaço quando são percebidas pessoas morando na rua. As ocupações para moradia em São Paulo são praticamente semanais e, num momento desses que é uma exigência de o mínimo de dignidade, não há toda esta movimentação. Sim, meu caros Uspianos, entendo que o caso não era a maconha em si como a mídia transmite, sei que tudo isso aconteceu por causa do ignominioso reitor, o tal do Rodas, porém estourou na questão “Fumaça”. Até aí, não apoiava a ocupação da Reitoria, porém creio que num caso mínimo, tendo a maconha como mola propulsora, os estudantes agiram como os Bombeiros do Rio de Janeiro que, na falta de diálogo do Governador resolveram amotinarem-se. Se a questão fosse tão nobre quanto a dos Bombeiros teria sido tudo melhor, mas a boiada estourou tendo como cenário aqueles negocinhos brancos que soltam fumaça. Eu disse boiada porque acabaram que serviram de espetáculo para as mídias sujas. O mesmo não ocorreu quando o Rodas expulsou os pobres integrantes do MST que vivem nesta tensão diariamente.

        Isso tudo é uma forte crítica? Claro que não meus caros, estou com vocês! Pelos meus impulsos tudo é motivo para irmos às ruas, para fazer ocupação. Levem em consideração que não fui pego em todo este fervor na USP, que estou por trás deste computador, que aqui no Rio não ocorre ainda semelhantes casos na relação Reitor/comunidade-universitária.

       E qual a sensação tudo isso me dá? De esperança, de uma juventude viva, no caminho da consciência da lucidez e que não se cala, que não se acomoda, que está aí para o que der e vier. Apenas precisamos, olhando aqui de fora da situação, de sermos mais estratégicos. Perdemos para a mídia, pois a população não sabe de 1% da coerção que ocorre na USP, a população não sabe quem é o Reitor e como tal veio parar na reitoria.

        A todos vocês, exceto aos violentos que com um mínimo de consciência são espelhos do repressor, ficam os meus aplausos e apoio. Faço questão de reprisar: a mola propulsora- maconha- não foi tão nobre quanto seus atos!

       Fica de soslaio a proposta de um(a) parente oriunda de mais um papo-café, que é um pouco mais radical que o radical em si: Reunir a torcida do Corinthians e do Flamengo, mais os estudantes, para invadir o Congresso, as Câmaras, etc! (risos) E aí, o que acham?

Lucas Gonzaga


                                      Plínio de Arruda Sampaio fala em ato Fora PM da USP



                                               Ricardo Boechat sobre protestos na USP

1 Comentários:

Leonardo disse...

caro Lucas, sintetizou meus pensamentos sobre este caso... comungo em plenitude contigo!

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