Pesquisar este blog

11 de out de 2011

O brasileiro: emancipando-se?



      Este texto te deixará, caro leitor, com o comichão do cérebro agitado. Não abordo nenhum assunto em específico. Apenas cito muitos aspectos importantes sem nada explicar. Dá certo nervosismo, meus dedos ficam meio inquietos por abordar adequadamente, porém ficaria um pouco grande.

     A vida está difícil! Aos equivocados: Não estou dizendo que não sabia que seria e é assim! Tenho meu direito de dizer a vida como ela é, saindo aqui de meus olhos, meus sentidos mais profundos que, apesar de muito pessimistas e negativos, todavia esperançosos.

     Fico abismado com a imbecilidade da coletividade, isto não digo que são assim por que querem, mas é o que chamam de cultura de massa, de alienação. O que na verdade, no fundo, o que me parece é que não era assim, mas virou cultura e, esta nossa cultura é por demais, ridícula. Ás vezes dá até a impressão a mim como leigo de que é humanamente irremediável. Especifico cultura como modo de ser de um povo!

     É fato que o "homo-brasilienses” não tem identidade. Sobretudo o pobre! Não sabe quem é. É não-ser que anda; fantasma acomodado. Seu nome não é seu, mas é entregue a religiosidade- até mesmo os que não têm religião declarada, mas fazem de muitas outras coisas como uma religião- até mesmo o pessoal da classe média está sofrendo este processo: processo de favelização nas mais diversas ambiências do ser, que jorra de forma inescrupulosa até as exterioridades. Será que a classe média pode um dia acabar?

     Acredito que a emancipação do "homo brasilienses" está em muito na mão da nossa classe média, classe que ainda sente parte do sofrimento pobre e que por mais que esteja cercada da opressão por ter sempre a possibilidade da pobreza na garganta entalada, está em contato maior com o esclarecimento cultural e com os estudos! Ah se eles não enxergassem os pobres como inimigos, mal sabem eles que fazem parte da senzala também e que toda sua base pode desmoronar a qualquer hora.

     A maioria não possui de uma formação suficiente para ter bom caráter -digo caráter em seu amplo sentido- nem educação e muito menos princípios éticos. É por isso que no comando econômico e político do Brasil sofremos de uma anomia, isto é, não no sentido restrito a ausência de leis, mas enfatizando a ausência de uma organização humanizadora e eficaz ao oprimido. E conta-se como oprimido, por alto, todos os que estão em risco nesta economia que favorece a uma minoria: do miserável a classe média alta.


    Agora, é isso mesmo que acontece, a coação, domínio megalomaníaco, algo alienante e ignominioso o que a elite Brasileira faz com os pobres! O medo, a falta de identidade, a ausência de oportunidades de participação social e política e a supressão violenta a todos os movimentos de libertação dos operários, agricultores, negros, índios, estudantes, sem-tetos e sem-terras, homossexuais, etc., fez com que quase todas as iniciativas de emancipação morressem ou ficassem acuadas. O medo, a fome, a violência física -a elite dispõe de todo aparato militar, policial, além de pistoleiros, acredita?- produzem no ser humano a inibição, a imobilidade, a ausência até da idéia de liberdade. Para se verificar, bastaria aplicar as teorias de Skinner e Pavlov, teorias que ao ler o livro "O admirável mundo novo", logo percebi semelhanças. Não só no livro inteiro, mas me chamou atenção uma cena muito específica neste livro. Uma cena onde os bebês que eram projetados, não nasciam de parto, além de terem a genética induzida, (seus desejos, temperamentos, etc.) eram postos a situações de ambiências nada favoráveis.

        Em uma destas cenas os bebês eram colocados diante de livros muito lindos e chamativos, com desenhos apropriados para chamar atenção de crianças, mas quando soltavam os bebês e os deixavam irem em direção ao livro. Logo que encostavam nos livros, levavam um baita de um choque, o que fazia que com o tempo desta prática, crescessem e, ao virem livros de qualquer ordem e situação, não gostassem. Mesmo não sabendo os "porquês" disso, não gostavam. Óbvio, ficava de forma inconsciente um trauma. E trauma esse causado por esta indução de quando eram apenas bebês.

       Parece que sempre que um Brasileiro tenta ser bom, honesto, justo, que luta pelos seus direitos, reivindica e aponta com razão para os nossos problemas sociais, etc. Sim, parece que é exatamente o que aconteceu no livro é que acontece em nossa vida real: somos reprimidos como se fossemos rebeldes, como se cometêssemos algum erro. Ah, aí a lei, nada justa, é aplicada: leis de repressão aos “rebeldes” e de proteção ao acúmulo injusto da elite!

        Lembro (de meu pouco de estudo, tenho apenas 21 anos) que das poucas vezes que não fomos reprimidos foi na época dos "caras pintadas", mas é deveras a sua obviedade, a mídia apoiava a saída do Collor, por isso deu certo! Mas em outros casos a mídia é o maior agente de manipulação do povo, além do mais, coisas que chamamos de oportunidades, como certos cursos de formação profissional que o governo tem provido, também são formas de alienação, não só isso, mais uma maneira de continuar mantendo a casta escrava de ricos!

       Os brasileiros põem para fora todas as suas espoliações sofridas, abusos e extorsões através do carnaval, catarse por via da religião, futebol e na cachaça entre outras coisas mais! A casa grande e a senzala ainda existem e nossos senhores continuam nos maltratando, tomando e estuprando nossas mulheres, nos chicoteando, nos demitem, prendem, fazem com que trabalhemos de graça e o pouco que nos dão achamos que é salário, mas não é. Tal qual senhores patriarcais de antigamente, que davam o mínimo em condições precárias para seus escravos sobreviverem, assim também o é conosco. Só que o modo de escravatura mudou, lógico, conforme as variações de tempo e suas filosofias. A diferença é que se o escravo tivesse uma oportunidade de fugir, logo fugiria. Nós não, nem moramos o ladinho de nossos senhores, mas voltamos sempre felizes contentes aos seus lados, sorrindo e puxando saco desta elite perversa. O que fazer para sairmos disso? Estamos em um ciclo vicioso, mas não inquebrável. Apenas parece inquebrável.



        Os ricos dependem da gente, fazemos tudo para eles, além de vender para eles, também compramos deles. Nós limpamos os seus banheiros, aparamos o seu jardim, fazemos suas comidas, suas roupas, eles não sabem fazer nada. Somos nós, pobres e classe média, que sustentamos a classe de elite. Sem a classe pobre "já era" os senhores riquinhos!

         Temos leis em demasia, mas para enfeite! Armas dos dominadores: Além de efeitos coletivos, psíquicos, de ambiências promovidas por este ciclo manutenção de casta trabalhadora, é fácil manter a casta escrava; só fazer sempre a casta pensar que:

         “Tem espaços para todos, que todos são livres, que podem sonhar a vontade e lutarem por seus sonhos (sendo que até seus sonhos e suas lutas são produzidas pela elite), etc.”

         Mas tudo isso apenas será subterfúgio para o sustento desta classe mais a combinação de saúde precária, educação de igual modo, péssima alimentação e o fato de impregnar em nossas mentes que a vida é uma competição. Assim, agimos como uns idiotas uns contra os outros, à toa, sem necessidade!

     E assim andam os brasileiros, com passos de formiga e sem vontade, sem uma perna por que a outra é da elite!


 Lucas Gonzaga

0 Comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Seguidores


Mais Jogos no Jogos Online Grátis - Jogos de Meninos