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2 de ago de 2011

Papel da comunidade escolar _ Parte II

      Parte I AQUI

       Um dos pontos de partida em busca de uma possível e futura visão abrangente e detalhada sobre e para educação, pode ser atentando-se ao pensamento de alguns dos mestres do nosso Brasil:

“A educação é processo pelo qual a sociedade forma seus membros a sua imagem e em função de seus interesses” _ Álvaro Vieira Pinto

      Segundo o dicionário Aurélio “Educação é o processo de desenvolvimento de capacidades, sejam elas físicas, intelectuais e/ou morais”. A educação consiste no vínculo ensino/aprendizagem como processo, sendo direto ou mesmo indireto, que pelas intuições filosóficas do grande Jean Jacques Rousseau, a mesma, começa desde antes do parto. Este processo é constituído através da assimilação/comparação entre o já conhecido e o novo; sabe-se bem que para aprender algo é necessário que haja informação mínima para que exista a situação oportuna diante de um novo conhecimento para a assimilação entre os tais.

         O sujeito para aprender necessita de interação com o objeto, de comparação e assimilação, reflexão, desenvolvimento, maturação e criação. Comparar um cachorro e um cavalo assimilando suas diferenças para que não se pense que o cachorro é um cavalo pequeno ou um cavalo é um cachorro gigante, etc. Nega-se, portanto a transferência mecânica de informações, não entende-se do sujeito como depósito de informação, contudo com o sujeito ativo do processo, que ao ter contado com a ambiência em que vive, com o mundo, com as exterioridades e isso em processo dinâmico com suas configurações genéticas, cria-se espaço para o conhecimento e o conhecimento, interação com a ambiência, com o mundo, com o externo. Isto tudo dá uma idéia de construção, seja consciente ou inconsciente, sobretudo o que esta sendo proposto é a construção consciente de um mundo melhor por meio da educação e da intervenção econômica, de modo simultâneo, partindo da comunidade escolar. Neste processo, inclui-se nas configurações genéticas os conhecidos Estágio de Desenvolvimento bem articulado por Jean Piaget.

         A criança ao chegar pela primeira vez ao colégio, já obteve em sua vida conceitos e preconceitos. Já esteve em contato com muitas informações, já se relacionou com muitas ou até todas as letras, muitos números; por isso a importância de conhecê-la, a criança, para que, ao detectar o que os discentes já têm de informação, usar como conexão, ponte, para o novo conhecimento. Portanto, entende-se educação aqui de um modo geral, não destacadamente como educação formal, ou informal, ou não-formal. Entende-se aqui como de modo global, uma aglutinação de tudo que acontece na vida, ou seja, a própria vida, pois tudo o que acontece na vida causa alguma transformação. A vida é uma só, logo há todas essas formas no decorrer da mesma, parte dela até mesmo todas simultaneamente.

         Ainda especificamente a respeito da educação é preciso ressaltar que, informações incoerentes criam a impossibilidade de se seguir um próximo passo , posto que não há ligação, ordem lógica. Em todo caso onde há sucessor e antecessor deve haver algo conectando- os, senão serão dados isolados do que poderia ser uma propriedade perfeito de um objeto ou o próprio objeto. Imaginem que eu diga que entre 5 e 7 se encontra o 83. Então, em um exemplo deste podemos entender que pode ser algo catastrófico para um discente. E a preocupação com a “Incoerência  na informação” se aplica ao todo na educação, seja moral, intelectual, físico, etc.
Em suma, nesta parte entendo a educação, o conhecimento tal qual como a vida se constrói. Não há teto sem estrutura nem cima sem baixo, tal qual nunca haverá final sem meio e meio sem início, O que tento dizer? Repito: Educação, conhecimento são uma construção de dados lógicos que vem da vida para se aplicar a vida.

A pergunta, que pretendo iniciar uma resposta, mesmo sabendo não estar com competência para chegar a um fim definitivo, enfim, a pergunta seria: Qual o Papel e a importância da comunidade escolar nos dias atuais?

“Aprender é passar por etapas sucessivas. Em cada uma delas já se sabe algo sobre o assunto e este algo, embora incompleto, está organizado em nós de maneira a resolver, provisoriamente, os problemas que envolvem o assunto em questão, ou melhor, os conceitos nele imbricados. Por isso, quando eu me faço uma pergunta sobre algo, não significa que eu não sei nada sobre ele. Ao contrário, a possibilidade de me colocar um problema significa que eu já sei alguma ou muitas coisas sobre ele, mas que elas não satisfazem as minhas necessidades em face das situações que o envolvem, vivenciadas por mim neste momento. Aprender significa, portanto, reorganizar a minha forma de pensar sobre um certo campo de conhecimento, incorporando novos elementos para, com este novo esquema cognitivo, poder responder a perguntas mais complexas, que antes nem sequer podiam ser abordadas ou formuladas. A “falta” é um elemento primordial para a aprendizagem.” Irene Terezinha Fuck

    Foi o trecho, de tudo o que procurei aqui em casa, menor, que não seja preciso cortar/editar, que fosse consecutivo, etc., e de uma autora pouco conhecida em aulas de Normal e acredito que até mesmo no meio acadêmico.

Lucas Gonzaga

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A Parte III será postada na próxima Segunda-feira, dia 8 de agosto de 2011.

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