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15 de abr de 2011

Um tempo para não esquecer


       Iniciada em 1964 (mais especificamente falando no dia 31/03 e tendo a sua consumação no dia 01/04) o Brasil viveu o período do Regime Militar Brasileiro.Período esse mais sombrio de sua história e ainda hoje,mesmo depois de acabado traz a tona muita tristeza e perguntas sem respostas.
       É correto dizer que o Golpe Militar Brasileiro foi um golpe civil-militar pois a população civil contribuiu para que os militares chegassem no Congresso.O motivo de tudo isso é muito simples:O país caminhava ao pleno desenvolvimento e a reforma agrária estava para sair a qualquer momento.É importante lembrar que o pleno desenvolvimento daquele tempo não é o pleno desenvolvimento que temos hoje,esse mesmo desenvolvimento era para todos,TODOS sem exceção.A escola pública era modelo e até talvez não seja redundante dizer que tudo ia as mil maravilhas,até que o gople chegou...
      Como já foi dito,o Golpe foi dado pelos militares com a ajuda da sociedade burguesa civil com o intuito desta mesma burguesia ter os seus direitos garantidos e assim a reforma agrária não seria posta em prática.Para que isso acontecesse e de fato aconteceu,os militares não mediram esforços e assim torturaram (pau de arara,banho de ácido,choque nas mais DIVERSAS partes do corpo,afogamento,surras e tudo quanto se possa imaginar e isso sem contar as mortes) todos aqueles que eram considerados inimigos da pátria,ou seja;Aqueles que eram contra o regime em questão.Milhares de pessoas tiveram seus conhecidos arrancados de suas casas e chegaram até a ficar tempos sem se comunicar com estes,talvez nunca mais voltaram a se comunicar...No campo ideológico a educação teve a sua qualidade reduzida e os professores eram vigiados por militares na porta das salas de aula.O ensino era maquiado e falar no comunismo era proibido.A economia também teve a sua alteração com a imposição do novo governo e isso implicou na desigualdade da distribuição de renda e um crescimento da economia em cima de uma inflação extremamente alta.
       O Regime Militar acabou em 1985,porém infelizmente ainda temos enraizados em nosso meio muitas das características deste governo.A educação pública continua sucateada e o governo faz com que a cada diz ela fique mais sucateada e a saúde pública também não fica muito atrás,a distribuição de renda ainda é muito desigual,os movimentos sociais ainda são criminalizados pelos meios de comunicação e dentro desse mesmo contexto a ideia de 'política não se discute' ainda continua vivo atrelado a um ativismo político cada vez mais raro.As torturas ainda continuam acontecer dentro das delegacias e prisões,mas desta vez o foco não é o comunista ou qualquer outro ativismo político (uma vez que não há presos políticos no Brasil ),o foco é morador negro das favelas do nosso Brasil.Outra coisa inadmissível que o regime nos deixou como herança foram os arquivos não abertos da repressão,arquivos esse que tem o nome de todos aqueles que participaram deste horrendo crime contra a população e informações sobre onde estão os desaparecidos durante este período tenebroso.A abertura destes arquivos é muito importante pois abrindo-os saberemos a verdade e sabendo a verdade nem tão cedo ou talvez nunca esse erro será cometido novamente.Ditadura Militar Brasileira:Um período para não esquecer.        
Marllon Alves do Blog A Hora . Indicamos o blog.

1 Comentários:

Anônimo disse...

NOTA PÚBLICA DO GRUPO TORTURA NUNCA MAIS/RJ SOBRE OS
LIVROS “DESAFIA O NOSSO PEITO” E “UM TEMPO PARA NÃO
ESQUECER”.
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ vem tornar público seu repúdio às tentativas que se fazem de desqualificar e, mesmo, denegrir as histórias de resistência daqueles que, corajosa e generosamente, se opuseram à ditadura civil-militar implantada em nosso país.
Tais tentativas encontram-se não só nas histórias “oficiais” — que ainda hoje criminalizam esses combatentes — mas também em uma certa lógica policial individualizante que culpabiliza exclusivamente o sujeito, isolando-o de seus inúmeros atravessamentos sócio-políticos, históricos etc.
Esta lógica policialesco-individualista — que denigre e mancha a memória de alguns companheiros — encontra-se presente em dois livros que falam de nossa história recente: “Desafia o nosso Peito” de Adail Ivan de Lemos e “Um Tempo para Não Esquecer” de Rubim Santos Leão de Aquino.
Utilizando-se do mesmo modo de pensar que o Estado ditatorial brasileiro quando classificava os resistentes como “inimigos do regime”, os autores citados fazem uso de categorias tais como: “infiltrados, dedos-duros, X-9, cachorros, colaboradores, traidores, delatores”, dentre outras. Em especial, no livro “Desafia o Nosso Peito” há tabelas ridículas que nomeiam os presos políticos — muitos já mortos e desaparecidos — que à época “abriram, delataram, colaboraram, traíram e se infiltraram”, dentre outras afirmações perigosas e, mesmo, estarrecedoras. Lembram-nos em muito, os documentos
ditos sigilosos, confidenciais e secretos da repressão.
Para que e a quem servem tais desinformações? O que elas produzem, especialmente no momento atual quando o governo brasileiro é condenado pela OEA e se instala uma Comissão da Verdade consentida? Como ficam os familiares e amigos dos companheiros citados nesses livros vendo-os enquadrados nas categorias apresentadas?
Embora a Presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ à época, Cecilia Coimbra, tenha prefaciado o livro “Um Tempo Para Não Esquecer”, de Rubim Aquino, a gravidade de tal lógica — presente no capítulo “Colaboradores, Infiltrados e Informantes do Regime Ditatorial” — passou, lamentável e infelizmente, despercebida. Por este motivo e através desta Nota, a atual Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, Cecilia Coimbra, vem a público comunicar que retira seu prefácio do livro do Prof. Aquino para as próximas edições.
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ entende que tal lógica policialesca em nada se diferencia dos discursos belicistas, acusatórios e difamatórios com os quais nos confrontamos ao longo dos últimos 40 anos, advindos dos setores mais conservadores da sociedade brasileira.
Sendo assim, o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ reafirma sua posição de cuidado e respeito ao falar de nossa história, de seus personagens e utopias, do que aconteceu, quando aconteceu, como aconteceu, bem como quanto a identificação dos responsáveis pelas violências então cometidas. Tudo isso implica em pensar a história de um outro modo, como uma postura ético-política, em especial para com aqueles que não estão mais entre nós para testemunhar os horrores pelos quais passaram. É a ditadura civil-militar e seu terrorismo de Estado que devem ser investigados, esclarecidos, publicizados e responsabilizados!

Pela Vida, Pela Paz
Tortura Nunca Mais!
Diretoria do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ
Rio de Janeiro, 07 de maio de 2012.

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