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26 de abr de 2011

Escravos da "Solução"

       Num mundo devastado por descabidas incumbências já realizadas justamente pelo auto - desejo de assistência ao próximo e próximo como mundo, mundo este como massa que no final das contas (literalmente contas) são vistos simplesmente como meras estatísticas, estatísticas estas que seriam de auxílio como uma espécie óbvia de informações para ajudar o ser humano a “ser hermano”. Contudo, o que se constata não são as estatísticas e tudo que é previamente estabelecido como ciência acadêmica em uma forma de serviço ao mundo e tudo o que nele há, todavia o contrário. Existe uma espécie de deus/ciência/tecnologia que são usadas para servir-se do mundo e não como tão somente via para servir ao mundo.

   Tornamo-nos como escravos da “solução” e solução para todos os pretextos de ignominiosa estrutura social-econômica. Soa-me como que se houvesse uma leve e sutil transmissão de mensagens e essas mensagens como uma espécie manipulação de consciência coletiva da massa.

- Isto pensa a minha cabecinha maldosa e doente até por que o mundo é uma maravilha e muito bom, talvez eu é que não consiga enxergá-lo como tal o seja-


    Esta manipulação de consciência coletiva é sempre apresentada como solução ao mundo. Comprar e... comprar e...comprar e não ter a vergonha de ser um constante infeliz! -não digo comprar apenas com o dinheiro , mas com seduções, atitudes,devoções,sorrisos- tudo virou necessidade. 

   A coisa agora é assim, olhamos para uma pedra e a manipulação nos diz:_isto é um pão!!!
  
       E nós pensamos : _como nunca enxergamos que aquilo não era pedra, era um pão!? 

   Logo depois quando provamos do tal pão, não sentimos gosto de pão. Depois de quebrarmos os dentes tal qual a confiança de que aquela pedra era um pão, simplesmente chegamos à conclusão que aquilo não era mole como um pão, mas é duro como uma pedra e tem gosto das sujeiras que se aglutinam na pedra do dia-a-dia. 

   Até que enfim questionamos o sistema e o sistema ri e muito debocha nos dizendo:  _Bobinho!!!Este é um tipo diferente de pão!!! _  

O pior é que sempre acreditamos!


Imoral da história.


   Tudo é contundentemente relativizado. Nós que outrora, no que se diz respeito a humanidade em si, tangencialmente aos primórdios da história e sua falta de tecnologia, quando nada tínhamos- a humanidade- como instrumentos de facilitação do trabalho e até mesmo de coisas supérfluas e o ser humano tinha como instrumento tão somente o “si mesmo” e suas intuições como manutenção do “si mesmo” e o “si mesmo” eram fragmentações do outro, de seres vivos, eram tempos diferentes.

   Já hoje, nossos seres são  fragmentações de máquinas e tecnologias que a priori não deveriam ter como serviço reger a “orquestra sinfônica” do mundo. Nós como fragmentações de máquinas, que temos o uso-fruto de tanta tecnologia não sabemos nem mesmo diferenciar o pão de uma pedra. E o medo era que os robôs se parecessem um dia com seres humanos. O PIOR É O MUNDO AGINDO COMO SE FOSSEM ROBÔS E SENDO MANIPULADOS COMO MEROS ROBÔS, MÁQUINAS DE SUSTENTAÇÃO ECONÔMICA DE UMA OLIGARQUIA ASUEROA. TÃO ACOMODADOS EM SEUS CANTINHOS COMO SE FOSSEMOS GELADEIRAS NOS CANTOS DE UMA COZINHA PRONTOS PARA SERMOS ABERTOS E FECHADOS, PARA QUE SEJA COLOCADO E TIRADO O QUE QUIZEREM EM NÓS E DE NÓS.

    Melhor teria sido então a ciência não ter evoluído, ao menos saberíamos diferenciar a pedra de um pão!

Lucas Gonzaga 

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