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5 de mar de 2011

Ruas de Sangue _ por Ivan Hanauer




Ruas
de Sangue


Cai a chuva ao inicio da noite
Acordando a rotina de dor daquela cidade vazia
Suas gotas ácidas refletem a luz da lua
Revelando os gemidos de dor que ecoam de uma tarde sombria
E limpam as poças de sangue que escoam pelo leito da rua


Rios de lágrima
Ruas de sangue
Deságuam sem parar em meu coração
Como uma cachoeira vermelha e salgada
Que afoga as esperanças e transborda a solidão

Nos esgotos e bueiros de decoração chique
Ratos gordos e insaciáveis
Alimentam-se da essência da vida
Escondidos embaixo da cidade, mas acima de todo o caos




Nas esquinas e ruas movimentadas
Com a falsa paz voltando a pairar sobre os edifícios
Sinto-me sozinho, como uma voz firme, no meio de outras tantas caladas
Acordo aqueles malditos roedores, que me perseguem,
Tentam calar-me, anular-me, e por fim me matam, com seus artifícios
E fazem parecer que aquela ultima gota de sangue, que escorre pelas ruas sem ninguém perceber
Seja apenas um desastre e não um sacrifício, um sacrifício.

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