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2 de dez de 2010

DEPOIS DE MUITO SOFRIMENTO AS FAMÍLIAS COMEÇAM A SER CADASTRADAS E TAC INSS DEVE SAIR DO PAPEL




O cadastro foi feito, falta dizer qual será o atendimento
A prefeitura começou o cadastramento das famílias, embora os benefícios ainda não estejam garantidos e o projeto de transformar o prédio do INSS em habitação social pode sair do papel. Reunião desta sexta, à tarde, pode definir situação dos acampados da porta da Câmara Municipal.
Na tarde de ontem, 25 de novembro, representantes da FLM participaram de uma reunião com a Superintendente para habitação popular, Elizabeth França e outros representantes do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para mais uma vez discutir os problemas das famílias sem-teto, que ocuparam prédios abandonados no centro da Capital Paulista. A situação mais emergencial é a das famílias que foram postas na rua por determinação da justiça. O primeiro grupo ocupava o prédio do INSS na Av. 9 de julho, o segundo grupo foi retirado do prédio da Camargo Correia, Av. Ipiranga 895/905. Aquelas que não tinham para onde ir acamparam na porta da Câmara Municipal de São Paulo.
Algum passo foi dado para o ”atendimento emergencial”. Ontem depois daquele temporal assistentes sociais começaram a cadastras as famílias.
A Frente de Luta Por Moradia conseguiu a promessa da Prefeitura de que as 184 famílias retiradas do prédio do INSS começarão a ser integradas no “Parceria Social”, ( bolsa aluguel de R$ 300,00 por 30 meses): 50 famílias serão integradas no mês de dezembro; 64 em janeiro e as 70 restantes em fevereiro. Do grupo das 540/INSS, estas estavam sem nenhum tipo de atendimento, mas até que o benefício seja efetivado a situação de moradia delas ainda é indefinida.
Todas as famílias retiradas da Ocupação Ipiranga, acampadas na porta da Câmara, foram cadastradas. Na “Ocupação São João” só foram cadastradas as que conseguiram chegar do trabalho em tempo. A prefeitura deve chamar a FLM para outra reunião na tarde desta sexta para discutir quais delas estão em maior necessidade a partir do perfil sócio-econômico. Também o cadastramento das que chegaram tarde, em função do temporal, e não puderam se cadastrar na Av. São João.
O que pode ser indício de boas novas vem do Termo de Compromisso firmado entre os governos Federal, Estadual e Municipal, para habitação de interesse social no prédio do INSS. Finalmente poderá sair do papel. Da reunião feita com a Secretária Nacional de habitação Inês Magalhães e com o Ministro da Previdência Social Carlos Eduardo Gabas a FLM saiu com a promessa de que, em 30 dias, será feito um chamamento às empresas interessadas em tocar o projeto de transformar o prédio em moradia social. Por ter ficado abandonado por mais de vinte anos será preciso estudo da viabilidade de reforço da estrutura ou demolição. O estudo é necessário para saber se impactará o valor proposto por unidade (R$70mil). O INSS também se comprometeu em buscar solução com Sabesp e Eletropaulo para a dívida do imóvel com as duas empresas que gira em torno de R$400mil.
Este projeto do prédio do INSS, que envolve as três esferas de governo, contempla a luta das famílias por soluções definitivas . As verbas emergências além de insuficientes para todas as famílias, representam solução pontual. Quando o benefício encerra elas voltam a situação anterior. As famílias não reivindicam moradia de graça, apenas projetos com financiamento que caiba no orçamento das pessoas que recebem de 0 até três salários mínimos. Infelizmente para chegar no ponto de partida os sem-teto estão tendo que passar por todo tipo de humilhação, tornando ainda mais dura a sobrevivência.
Agradecemos ao trabalho sério de muitos jornalistas, que têm ajudado a mostrar a realidade da falta de moradia para esta faixa de cidadãos. Alguns repórteres até dormiram nas ocupações, foram até o fundão das periferias onde estas famílias se equilibram em morros, palafitas dentro de córregos, outros se arriscam debaixo de linhões de alta tensão. Lugares onde nenhum ser humano sonharia criar seus filhos. O trabalho sério deste profissionais da comunicação é de muito valor para que estes trabalhadores de mãos calejadas e pele castigada, na lida para construir a riqueza desta cidade, do estado e do país, consigam garantir seu direito constitucional à moradia.
INSS Nove de Julho – Carmen: 9680-7409
Av. Ipiranga: Heluiza: 9872-6682 – Eliete: 7518-1992 ou Maria do Planalto: 7193-7127
Coordenação Geral da FLM Osmar Borges: Tel: 8302-8197 ou 9516-0547
Acompanhe no site abaixo:

http://www.portalflm.com.br/sem-categoria/depois-de-muito-sofrimento-as-familias-comecam-a-ser-cadastradas-e-tac-inss-deve-sair-do-papel/665

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